Praça São Pedro

Praça São Pedro

Programa Viva em Verdade

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O método Gramscista do ENEM


Publicação Original: http://www.puggina.org/
Data: 06/11/11 ZERO HORA












E ENTÃO COMO É QUE É?

PERCIVAL PUGGINA


A fábula da rã que se deixa cozer viva, passivamente, em uma panela de água fria que vai ficando morna, depois quente e, por fim ferve, é perfeitamente aplicável a inúmeras estratégias em curso no país. Se, em vez de avançarem aos poucos, seus condutores saltassem etapas e nos jogassem diretamente onde desejam nos levar, haveria resistência social e os projetos fracassariam. Estão nos cozinhando em fogo baixo.

Muito se tem escrito sobre o ENEM, esse mastodonte que iniciou como uma avaliação de desempenho do Ensino Médio no país e que, com raras exceções, virou monstruosidade ainda maior - prova de seleção para ingresso nos estabelecimentos de Ensino Superior. Por quê? Porque alguns pedagogos, afinados com o poder político estabelecido, decidiram que era assim que tinha que ser. Já escrevi que quando o "coletivo" aparece com uma ideia, por extravagante que seja, ela acabará prevalente. Não vou discutir, aqui, os aspectos pedagógicos nem as onerosas trapalhadas em que se tem envolvido o tal provão do MEC. Detenho-me sobre uma pauta que não pode transitar sem ser denunciada em vista de seu significado para a democracia.

A forma federativa de Estado, constitucionalizada no Brasil desde a Proclamação da República, corresponde ao importantíssimo princípio da Subsidiariedade, que ordena competências em níveis superpostos, de tal modo que cada nível só age se o nível que lhe é inferior não puder cumprir bem suas atribuições. Esse princípio, que preserva, na base, a iniciativa dos indivíduos e, logo acima, a iniciativa das comunidades locais, e assim sucessivamente, tem óbvias aplicações no campo da Administração, do Direito, da Política e da Ética. Pois eis que, ao conjunto de ações centralizadoras já adotadas no Brasil, sempre pelo reverso desse respeitável princípio, soma-se agora o ENEM, como nova intromissão/cessão de autonomia em favor da União. Num país do tamanho do Brasil, as vagas nos estabelecimentos de Ensino Superior tornam-se disputadas nacionalmente, com estudantes transferindo-se de Garanhuns para Santana do Livramento e vice-versa, como se estivessem tomando lotação para ir ao colégio. Absurdo!

O sistema sempre foi descentralizado, regionalizado e, por fim, como convém, foi se municipalizando. Os investimentos que proporcionaram a maior parte dessas instituições de ensino resultaram de esforço, poupança ou pleitos locais. O provão nacional é uma cessão de autonomia no controle da porta de entrada do Ensino Superior!

Li todo o Caderno Amarelo aplicado este ano. Para quem está afeito às relações entre a linguagem e a política fica fácil perceber, em algumas questões, o emprego gramsciano do vocabulário e o uso da prova como instrumento de doutrinação e construção da hegemonia política. A centralização serve para muitos males, inclusive para esse específico mal. Serve para a submissão de Estados e municípios. Serve para a cooptação de maiorias parlamentares. Serve para afastar a sociedade de decisões ditas participativas pelo envolvimento de grupos sociais devidamente aparelhados. Serve para a corrupção. Serve, esplendidamente, para o uso da rede de ensino como instrumento de doutrinação (vide livros do MEC!). E, porque tem sido assim, em tudo e com tudo, também esse ENEM vai a serviço dos mesmos instrumentos de centralização e hegemonia.

Enquanto a panela aquece para as festas do poder, canta-se como em outras comemorações: "Para a União não vai nada? Tudo! Então como é que é? É big, é big, é big, big, big." Pobre federalismo brasileiro.


06/11/2011

sábado, 1 de outubro de 2011

Gay: "O Estado sou eu!"

Programa Viva em Verdade
Gravado dia 27/09/2011
Porto Alegre, estudio Tabor.
José Antonio Rosa
Manoel L. Prates Guimarães
Marcelo Ragagnin

Gay: “O Estado sou eu!”

Lembremos da histórica frase de Luís XIV: "L'État c'est moi" (em português: O Estaddo sou eu). Rei frances de 1643 a 1715, no dito período do abolutismo. Diferentemente do seus antecessores, recusou a figura de um "primeiro-ministro", reduziu a influência dos parlamentos regionais e jamais convocou os Estados Gerais. Lembrado até os dias de hoje pelos historiadores como o “Rei Sol”.
Vivemos em um contexto histórico e cultural que tem imposto sobre as nossas sociedades uma mentalidade absoluta no que tange privilégios a pequenos grupos que se consideram categoricamente superiores. Onde nem todo o respeito e favor que possam conseguir será suficiente para que se indenize o tanto que calculam que toda a sociedade os deva. Segundo suas contas.
O totalitarizmo gay é a bandeira da vez nesta revolução contra a moral e a dignidade humana. Corrente que desaguará em leitos mais profundos na busca de desintegrar os valores naturais do ser humano, como com o direito à pedofilia e ao incesto, adquiridos e garantidos pelas constituições federais. Esta realidade é próxima aos nossos olhos e materializa-se pelas conquistas de direito, cedidas nos últimos tempos pelo Parlamento e  Justiça Federal, e por último, sequenciada pelas notícias veículadas nos principais meios de comunicação deste mês de setembro onde a OAB (Ordem dos advogados do Brasil), elabora um estatuto de um Projeto de Emenda Constituicional que amplia constitucionalmente os direitos de cidadãos viciados em práticas imorais.
O Cristianismo é profundamente alvejado  neste contexto, pois tem no Sangue de Cristo e em sua Ressurreição a eterna elevação da dignidade do homem. À dignidade de filhos de Deus, por Jesus Conquistada e justificada. “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5.21.
É por esta razão que o programa Viva em Verdade reuniu para uma conversa. Mas muito mais que isto, para um alerta formativo! Três convidados, com know-how, para abordar o assunto em defesa da moral cristã e da dignidade do homem. Porque a nossa esperança está em Cristo e a nossa confiança nas mãos da Imaculada Virgem Maria. São eles: O advogado, radialista e formador de casais Marcelo Ragagnin; o advogado e formador cristão José Antonio Rosa e o Promotor de Justiça e fundador da Comunidade Paz & Mel Manoel Luis Prates Guimarães.

Confiram os Áudios do Programa
Viva em Verdade
Gay: "O Estado sou eu!" Parte I
Apresentação e primeiro bloco - Origens e Progresso do Totalitarismo Gay
Gay: "O Estado sou eu!" Parte II
Segundo bloco - Gay Total é só a porta do Nefasto
Dowload em mp3
Viva em Verdade 01-1.mp3


Viva em Verdade 01-2.mp3


Luiz Fernandes (Nando)
Consagrado da Comunidade Paz e Mel
Colaborador do Viva em Verdade


Gay: "O Estado sou eu!" Parte I
Apresentação e primeiro bloco - Origens e Progresso do Totalitarismo Gay



Gay: "O Estado sou eu!" Parte II
Segundo bloco - Gay Total é só a porta do Nefasto

sábado, 17 de setembro de 2011

O Desejo de Mudança

O Desejo e Mudança

Desconheço alguém que não tenha anseios, que não elabore mesmo que no inconsciente a transformação de um algo em si, para o seu bem e o principalmente para o bem do outro. É isso mesmo! Nosso desejo de mudança tem sua razão intrínseca no bem alheio. Por nós mesmos, este motivador seria facilmente sucumbido, negado, desqualificado. Porque adaptar-se a si é perfeitamente natural. Viver com minhas imperfeições e minhas misérias, quando não tenho a referência do outro. Faz com que elas não sejam tão imperfeitas assim e nem tão miseráveis. Sendo assim, o desejo de mudança fica em um plano muito menos seletivo, muito menos agudo e terrivelmente superficial.
Lembro-me do Pequeno Príncipe, de Saint Exupéry, com suas motivações tão genuínas em virtude do amor por sua rosa e seus vulcões, mesmo morando no pequenino planeta B612. Em contradição com aqueles planetas que ele (o Pequeno Príncipe) conheceu, onde só havia uma pessoa por planeta. Um, com um rei que reinava sozinho no seu reino de um homem só; outro com um louco solitário administrador de estrelas e ainda outro, com um homem que era acendedor de lampião, que trabalhava obstinadamente, acendendo e apagando um lampião sem saber a razão de sua tarefa.
Não trazer em sua consciência, todos os dias, este desejo de transformação rumo à perfeição e santidade, é um grave problema. É como varrer uma casa e colocar a sujeira do quarto para a sala, da sala para o banheiro, conforme a conveniência. Eu não a vejo, não me incomoda, então não está lá. “Como filhos obedientes, não vos conformeis às concupiscências que antes tínheis na vossa ignorância; mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento” (1Pe 1: 14-15).  O escritor C.S Lewis em, O Cristianismo Puro e Simples, nos fala: “A vida cristã é simplesmente um processo de ter seu caráter natural transformado em um caráter de Cristo.” O mesmo autor diz ainda: “Os desejos mais privados e pontos de vista de alguém, são as coisas que devem ser mudadas.” Portanto, todo o desejo verdadeiro de mudança vem deste pressuposto: Cristo morreu por nós, e consigo nos deu a condição de morrermos pelo outro. A raiz do desejo de transformação é o Sacrifício de Cristo. Que tem no seu âmago o outro. Neste caso, nós.
  A parábola do jovem rico, que não abandonou o que tinha (MT 19: 16-22), e a vocação de Pedro para ser pescador de homens (MT 4, 19-20) são a dicotomia entre o pobre desejo e o profundo desejo de mudança.
Não desanimes! Põe tua confiança no Senhor, olha ao teu redor e tente novamente.

Em Cristo...

Luiz Fernandes (Nando)
Consagrado da Comunidade Paz e Mel